Sou Sandra Mantovani, nasci em Ituverava – SP, bisavô paterno vindo de Tregnago – Província de Verona – Itália e bisavô materno de Portugal.
Cheguei à São Paulo em 1973, vim com minha família, onde meus pais abriram a Residenza Mantovani.
Desde muito cedo me dedicava bastante às artes, como pintura, trabalhos manuais, adorava fazer os meus moldes de roupas e também costurar.
Em São Paulo terminei o colegial e fiz cursinho no Objetivo, queria muito seguir a carreira de arquiteta, um conhecido arquiteto me desestimulou alegando que essa profissão estava muito ruim e que eu seria mais uma copista do que uma idealizadora de projetos, um grande amigo, até hoje, trabalhava em um escritório como design gráfico, me fez a cabeça e lá fomos nós prestar o vestibular para Comunicação Visual na FAAP, ambos passaram, adorei todo o curso, faltando um ano para o término, um outro amigo, que fazia maquete para várias construtoras, me pediu para fazer uma maquete da Cibalena, era uma mudança de pacotinhos para blister, fiz o modelo para a Prisma Produtora de Cinema Especial, eu criei coragem e pedi um estágio na empresa, após um mês fui contratada como assistente de produção do cineasta Clóvis Vieira. Foi um período de aprendizado espetacular. Participei de mais de 200 trabalhos entre vinhetas e efeitos especiais para comercial de TV e cinema.
Eu já era casada e com um filho de 2 anos, foi uma loucura trabalhar e cuidar da vida pessoal, tinha horário para chegar na Prisma, mas nunca sabia a que horas eu voltaria para casa.
Resumo, pedi demissão após um tempo e fui trabalhar como administrado na equipe de cardiologia do meu marido à época, fiquei simplesmente 8 anos.
Divorciei com apenas 32 anos, adorava tocar piano, mas era um suplício tocar em público, um amigo que era saxofonista, me aconselhou ir fazer aulas de teatro para desinibir. Entrei na escola da atriz e diretora Myrian Muniz, nunca mais saí, o piano foi ficando para traz e eu mergulhando em atividades múltiplas com Myrian, cenário, figurino, produção, etc.
Com ela me senti muito bem dentro do universo das artes, fiz vários trabalhos para o Sesc: aulas de teatro para adolescentes, instalações artísticas assinadas por mim, entre tantas coisas. Fiquei com Myrian até novembro de 2004.
Fiz um mestrado na ECA-USP na área de teatro (sobre o arquiteto e cenógrafo Flávio Império), foi o 1º mestrado com um formato multimídia em 3 D.
Myrian faleceu no dia 18 de dezembro de 2004, após duas semanas de apresentação, eu, Myrian Muniz e Osmar Barutti, pianista do Jô Soares na época, no teatro pequeno do Sesc Pinheiro.
Foi um período horrível após a morte de Myrian, eu não quis mais trabalhar com teatro, fui ajudar na administração da Residenza Mantovani, minha mãe não estava bem de saúde, fazia alguns trabalhos para o Sesc e em 2007 conheci Nicola Giambattista, um italiano que morava na Itália e eu no Brasil, começamos um relacionamente que durou até 2015.
Foi com ele que conheci a Itália como eu sempre sonhei, não como turista, mas como